quinta-feira, 25 de março de 2010

Oração das Mães

Senhor!

Abriste-me o próprio seio e confiaste-me os filhos do teu amor.

Não me deixes sozinha na estrada a percorrer.

Nas horas de alegria, dá-me temperança.

Nos dias de sofrimento, sê minha força.

Ajuda-me a governar o coração para que meu sentimento não mutile as asas dos anjos tenros que me destes; e adoça-me o raciocínio para que a minha devoção afetiva não se converta em severidade arrasadora.

Defende-me contra o egoísmo para que a minha ternura não se transforme em prisão daqueles que asilaste em meus braços. Nos minutos difíceis, inclina-me à renúncia com que devo iluminar o trilho daqueles que me cercam.

Senhor, auxilia-me a tudo dar sem nada receber.

Mostra-me os horizontes eternos de Tua Graça, para que os desejos da carne não me encarcerem nas sombras.

Pai, sou também Tua filha!

Guia-me nos caminhos escuros, a fim de que eu saiba conduzir ao Infinito Bem os promissores rebentos de tua Glória.

Senhor, não me desampares!

Quando a Tua Sabedoria exigir o depósito de bênçãos com que me adornaste a estrada por empréstimo sublime, dá-me o necessário desapego para que eu te restitua as jóias vivas de meu coração, com serenidade e alegria; e quando a vida me impuser, em Teu Nome, o desprendimento e a solidão, reaquece minh'alma ao calor de Teu Carinho Celeste para que eu venere a Tua Vontade para sempre.

Assim seja.


Meimei

Moldura de Mãe

Quando eu cheguei, você partiu, deixando-me indefensa em
mãos estranhas.
Transitei de casa em casa e, somente na rua, sob o amparo do firmamento, encontrei o teto que ainda me acolhe.
Dizem que sou menor carente, porque não tendo mãe falta-me tudo.
Há outros menores assim também chamados, que possuem pais e vivem sob carências atormentantes.
Eu sei que se você estivesse aqui, certamente me teria amparado, conduzindo-me com segurança..
A vida sem a presença de uma querida mãe é igual a uma viagem por largo trato de terra desértica sem a proteção de uma sombra nem o apoio de uma fonte refrescante.
Contam-me que há mães desalmadas, que abandonam os filhos sem qualquer compaixão.
Quando tal acontece, porém, elas devem estar loucas, vitimadas pela ignorância ou por fatores outros, decorrentes da miséria social, econômica ou moral.
...E constituem exceção.
Embora eu não a tenha conhecido, mamãe, emolduro-a com a
ternura e o amor, confiante em que você é um anjo, no país do céu, velando por mim ao lado de outras mães, que se transformam em claridade estelar, a fim de que os orfãozinhos, que sofrem na escuridão, encontrem o brilho da esperança para seguir adiante, liberando-se da amargura e da desesperação...
Enquanto haja mulheres que se santifiquem no ministério da maternidade, o futuro feliz da criatura humana permanecerá abençoado por Deus...


Franco, Divaldo Pereira. Da Obra: No longe do jardim. Ditado pelo espírito Eros.

Quando Deus Criou as Mães

Diz uma lenda que no dia em que o bom Deus criou a mãe, um mensageiro se acercou dele e lhe perguntou o porquê de tanto zelo com aquela criatura.

Em que, afinal de contas, ela era tão especial?

O bondoso e paciente Pai de todos nós lhe explicou que aquela mulher teria o papel de mãe, pelo que merecia especial cuidado.

Ela deveria ter um beijo que tivesse o dom de curar qualquer coisa, desde leves machucados até namoro terminado.

Deveria ser dotada de mãos hábeis e ligeiras que agissem depressa preparando o lanche do filho, enquanto mexesse nas panelas para que o almoço não queimasse.

Que tivesse noções básicas de enfermagem e fosse catedrática em medicina da alma. Que aplicasse curativos nos ferimentos do corpo e colocasse bálsamo nas chagas da alma ferida e magoada.

Mãos que soubessem acarinhar, mas que fossem firmes para transmitir segurança ao filho de passos vacilantes. Mãos que soubessem transformar um pedaço de tecido quase insignificante numa roupa especial para a festinha da escola.

Por ser mãe, deveria ser dotada de muitos pares de olhos. Um par para ver através de portas fechadas, para aqueles momentos em que se perguntasse o que é que as crianças estão tramando no quarto fechado. Outro par para ver o que não deveria, mas precisa saber, e, naturalmente, olhos normais para fitar com doçura uma criança em apuros e lhe dizer: “Eu te compreendo. Não tenhas medo. Eu te amo”, mesmo sem dizer nenhuma palavra.

O modelo de mãe deveria ser dotado ainda de capacidade de convencer uma criança de nove anos a tomar banho, uma de cinco escovar os dentes e dormir, quando estiver na hora.

Um modelo delicado, com certeza, mas resistente, capaz de resistir ao vendaval da adversidade e proteger os filhos, de superar a própria enfermidade em benefício dos seus amados e de alimentar uma família com o pão do amor.

Uma mulher com capacidade de pensar e fazer acordos com as mais diversas faixas de idade.

Uma mulher com capacidade de derramar lágrimas de saudade e de dor mas, ainda assim, de insistir para que o filho parta em busca do que lhe constitua a felicidade ou signifique seu progresso maior.

Uma mulher com lágrimas especiais para os dias de alegria e os de tristeza, para as horas de desapontamento e de solidão.

Uma mulher de lábios ternos que soubesse cantar canções de ninar para os bebês e tivesse sempre as palavras certas para o filho arrependido pelas tolices feitas.

Lábios que soubessem falar de Deus, do Universo e do amor. Que cantassem poemas de exaltação à beleza da paisagem e aos encantos da vida.

Uma mulher. Uma mãe.

Ser mãe é missão de graves responsabilidades e de subida honra. É gozar do privilégio de receber nos braços, Espíritos do Senhor e conduzi-los ao Bem.

Enquanto houver mães na Terra, Deus estará abençoando o homem com a oportunidade de alcançar a meta da perfeição que lhe cabe, porque a mãe é a mão que conduz, o anjo que vela, a mulher que ora, na esperança de que os seus filhos alcancem felicidade e paz.


Autor desconhecido - Momento Espírita - Vol. 1

Carta às Mães

Minha irmã, se Deus te deu

A luz da maternidade,

Deu-te a tarefa divina

De renúncia e da bondade.

Busca imitar no caminho

A Rosa de Nazaré,

Irradiando o perfume

De amor, de humildade e fé.

Lembra sempre em tua estrada,

Que a paz de tua missão

É feita dessa ternura

Que nasce do coração.

Contempla em cada filhinho

Um luminoso sorriso

Da alegria dolorosa

Que te leva ao paraíso.

Porque, ser mãe, minha irmã,

É ser prazer sobre as dores,

É ser luz, embora a estrada

Tenha sombras e amargores.

Ser mãe é ser energia

Que domina os escarcéus.

É ser nas mágoas da Terra

Um sacrifício dos céus.

Pensa nisso e não duvides

Da grande misericórdia,

Que te deu na senda escura

A lâmpada da concórdia.



Ouve ainda. Tem cuidado

Com o teu próprio coração.

Não deixe que se transforme

O teu amor em paixão.

Muita vez, a mãe terrestre

Em vez de salvar, condena,

Porque do amor que redime

Faz a paixão que envenena.

Há muitas mães nos Espaços

Chorando na desventura,

Os perigosos desvios

De sua imensa ternura.

Ama o filho de outra mãe

Qual se fora teu também,

E estarás santificando

Teu lar nas luzes do Bem.

Castiga amando o teu filho

Em teu carinho profundo.

Prefere o teu próprio ensino

Às tristes lições do mundo.

Recorda que está contigo

A missão de renovar,

De corrigir perdoando,

De esclarecer e ensinar.

Nos teus exemplos repousa

A esperança do senhor,

Que há de salvar este mundo

por meio de teu amor.


Xavier, Francisco Cândido. Da obra: cartas do Evangelho. Ditado pelo espírito casimiro Cunha.

Trovas de Mãe

Materno Amor

Mãe é aquele amor profundo,

Recôndito e singular,

Que, ás vezes, ri para o mundo

Quando quisera chorar.

Xavier, Francisco Cândido. Ditado pelo espírito Narcisa Amália.



Materno Amor

A mulher que se faz mãe

Tem consigo, vida afora,

Uma tristeza que ri

E uma alegria, que chora

Xavier, Francisco Cândido. Ditado pelo espírito Francisca Clotilde.



Materno Amor

Desde milênios sem data

Que o progresso se avoluma;

Tudo encontra duplicata,

Mãe, porém, só tem uma

Xavier, Francisco Cândido. Ditado pelo espírito Presciliana D. de Almeida.



Mãe

Mãe é um anjo tutelar,

Sempre a sorrir e a sofrer,

Ensinando-nos que amar

É a senda para vencer

Narcisa Amália



Mãe

De tudo, há cópias na Terra,

De casa, arvoredo e fruto,

Mas de mãe nunca se soube

Que haja substituto.

Vivita Cartier



Coração de Mãe recorda,
Entre alegrias e dores,
Um lago de pranto
Sempre enfeitado de flores.

Vivita Cartier



De tudo quanto conheço

Em sentenças lembro esta:

Mãe é um tesouro sem preço

Que Deus cria e nos empresta.

Silveira Carvalho



Dos guias e cireneus

De que nos fala a razão,

Mãe é a presença de Deus,

Em forma de Coração.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: "Os Dois Maiores Amores". Ditado pelo espírito Belmiro Braga.



Atendendo à Lei de Deus,

Que tudo rege e domina,

Mulher quando se faz mãe

É uma escultura divina.

Maria Dolores



Toda mãe pede respeito,

Esteja como estiver,

Maternidade na vida

É a glória de ser mulher.

Luiza Amélia

Agradeço

Agradeço, Mãezinha, tudo o que me ofertas,

Desde o sono do berço e as canções de ninar,

Aos problemas da vida, ante as horas incertas,

Entre as provas do mundo e as carícias do lar.

Agradeço-te as mãos, a zelarem por tudo,

Nos recursos do pão, ao Sol de cada dia,

E no amparo da veste a servir-me de escudo,

A fim de que eu vencesse o vento e a noite fria.

Agradeço a oração, com que me deste à infância

O respeito à existência e a fé que me avigora...

Terna visão do Céu que relembro à distância,

No trabalho constante em que me vejo agora.

Agradeço-te, oh! Mãe, a proteção e a escola

Do teu mundo de amor que até hoje me alcança...

Melodia interior que me anima e consola,

Refazendo-me o ser no clima da esperança.

Agradeço o silêncio e o carinho incessantes

Com que buscas não ver meus enormes deslizes

E o teu claro perdão de todos os instantes,

Quando o erro me aponta as horas infelizes.

Mas acima dos dons de tanto reconforto,

Trago-te, em luz mais alta, a flor da gratidão,

Porque não me atiraste ao desprezo do aborto

E guardaste-me em Deus no próprio coração.



Xavier, Francisco Cândido. Ditado pelo espírito Maria Dolores.